Redes socias

Notícias

Acompanhe nossas notícias
08 de março de 2021

Mapa da desigualdade: veja as diferenças salariais entre homens e mulheres no mercado de trabalho

Queira ou não, a desigualdade no mercado de trabalho é uma realidade. E este é um cenário que existe na maior parte das vezes por baixo dos panos. Ela vem em forma de salários mais baixos (o que necessita de uma comparação que nem sempre aparece), pela pouca abertura à contratação de mulheres ou em casos de assédio moral / sexual.

 

Além dos diversos papeis que ela assume na sociedade, em casa e no trabalho, ainda é obrigada a conviver com uma remuneração menor em relação ao mesmo papel desempenhado pelos homens.

 

Há diversas estatísticas que mostram isso, a começar por um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no início deste mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher.

 

Trazemos alguns números que chamam a atenção, e que justificam bem uma das batalhas que a mulher é obrigada a enfrentar no seu dia-a-dia.

 

Presença no mercado

 

A distribuição da população brasileira, por sexo, é bem equilibrada. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) mostram que em 2019 éramos constituídos por 51,8% de mulheres e 48,2% de homens. O mercado de trabalho, porém, está bem distante dessa distribuição.

 

O estudo do IBGE divulgado este mês traça um panorama do mesmo ano de 2019. Naquele momento, apenas 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais integravam a força de trabalho no país. Já entre os homens, esse percentual sobe para 73,7%. Em outras palavras, as pessoas que estão empregadas ou procurando emprego são predominantemente do sexo masculino.

 

Maternidade x emprego

 

A maternidade revela-se uma barreira a ser superada por quem está em busca de emprego. Por exemplo, entre as mulheres com idade entre 25 e 49 anos que possuem filhos com até 3 anos de idade, o índice de emprego é de apenas 54,6%. Já para as mulheres dessa idade que não possuem filhos, o acesso ao mercado parece ser mais fácil: 67,2% delas estão empregadas.

 

Entre as mulheres pretas ou pardas com filhos nessa faixa de idade, a taxa de ocupação é inferior a 50%, enquanto as brancas na mesma condição alcançam 62,6% de ocupação.

 

Já entre os homens, a paternidade não é um problema. Nada menos que 89,2% dos pais de filhos com até 3 anos de idade, também na faixa dos 25 aos 49 anos, alcançam 89,2% de ocupação. Entre os que não têm filhos, a ocupação é de 83,4%.

 

Salários

 

Em 2019, aponta o IBGE, as mulheres ganharam em média apenas 77,7% do que foi pago aos homens. E, quanto maior o cargo, mais discrepante é a valorização salarial. Em cargos de diretoria e gerência, por exemplo, elas ganharam apenas 61,9% do que foi dado a eles. Entre intelectuais e profissionais da ciência, a margem foi de 63,6%.

 

Já a Pesquisa Profissionais da Catho 2019 observa um desnível ainda maior. Nas ocupações de profissionais especialistas e graduados, elas ganham apenas 52% do que eles, enquanto nos segmentos que exigem profissional especialista técnico essa discrepância alcança os 47%.

 

Situação geral

 

É raro encontrar um cenário em que não haja tamanha desigualdade de condições de trabalho entre homens e mulheres. Mas, ao longo das últimas décadas, apoiada pelas campanhas nas redes sociais, a luta pela equiparação de condições de trabalho tem proporcionado alguns resultados importantes. Ainda estamos muito distantes do ideal, que são é a igualdade por completo no mercado de trabalho. Mas a cada ano, a cada campanha, a cada mobilização, cresce a quantidade de empresas conscientes de que podem progredir nesse campo.